Construção da fronteira da intimidade: a humilhação e a vergonha na educação moral

Autores

  • Yves de la Taille
  • Clarissa Maiorino
  • Daniela Nogueira Storto
  • Luciana C. do Prado Velloso Roos

Palavras-chave:

Moralidade, Desenvolvimento Moral, Direito, Sanções Disciplinares

Resumo

O presente artigo busca definir um campo de pesquisa sobre a "fronteira moral da intimidade", na interseção do estudo das condutas humanas a respeito do falar-de-si ou calar-sobre-si com o do juízo moral que regula essas condutas. O texto apóia-se em pesquisa sobre o tema da confissão do delito, uma das formas normatizadas do falar-de-si. Foram feitas entrevistas clínicas com 70 crianças, de 6 a 14 anos, sobre um dilema envolvendo punição em situação escolar. Os dados mostram que, a partir dos 8 anos de idade, a confissão pública polariza os juízos das crianças, que a consideram a punição mais penosa; as opiniões se dividem no que tange à correção moral desta forma de castigo. Discutem-se também decorrências pedagógicas, mostrando que causar vergonha é um efeito inevitável em toda punição, mas que sua prática, através de humilhação explícita ou pública, pode trazer efeitos danosos ao desenvolvimento das crianças menores.

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Publicado

31-08-1992

Como Citar

Taille, Y. de la, Maiorino, C., Storto, D. N., & Roos, L. C. do P. V. (1992). Construção da fronteira da intimidade: a humilhação e a vergonha na educação moral. Cadernos De Pesquisa, (82), 43–55. Recuperado de https://publicacoesfcc.emnuvens.com.br/cp/article/view/982

Edição

Seção

Artigos