Chords and dissonances of scientific literacy proposed by PISA 2015
DOI:
https://doi.org/10.18222/eae.v28i68.4410Keywords:
Scientific Literacy, Pisa, Public Policies, Large-Scale Assessment.Abstract
Our proposal is to investigate the harmony or lack of it between the academic concept of scientific literacy and the one stated in the documents of the Program for International Student Assessment (PISA) and in educational standards. Despite all complexity and conceptual polysemy around the concept of literacy/scientific literacy, we developed a theoretical comparative analysis of this concept as designed by experts, comparing it to the concept of scientific literacy laid down on the assessment basis of the PISA 2015, considering also the projection standardized by public educational policies. Finally, we identified less chords, and, for various reasons, more dissonance, that can serve as a contribution to discuss the validity and relevance of PISA as an assessment tool, as well as on the type of learning to be ensured by our educational system.
Downloads
References
ANDREWS, P. et al. OECD and PISA tests are damaging education worldwide – academics. The Guardian, Reino Unido-UK, 6 maio 2014. Disponível em: <https://www.theguardian.com/education/2014/may/06/oecd-pisa-tests- damaging-education-academics>. Acesso em: 20 jan. 2017.
AULER, D.; DELIZOICOV, D. Alfabetização científico-tecnológica para quê? Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, v. 3, n. 1, p. 105-115, jun. 2001. DOI: https://doi.org/10.1590/1983-21172001030203
BRANDI, A. T. E.; GURGEL, C. M. A. A alfabetização científica e o processo de ler e escrever em séries iniciais: emergências de um estudo de investigação. Ação, Ciência & Educação, v. 8, n. 1, p. 113-125, 2002. DOI: https://doi.org/10.1590/S1516-73132002000100009
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional/LDB. Lei 9394/96. Brasília, DF: Congresso Nacional, 1996.
BRASIL. Ministério da Educação. Orientações curriculares para o ensino médio: ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. Brasília, DF, 2006. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_ volume_02_internet.pdf>. Acesso em: 6 set. 2015.
BRASIL. Ministério da Educação. Orientações educacionais complementares aos parâmetros curriculares nacionais: ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. Brasília, DF, 2010, p. 31. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/CienciasNatureza.pdf>. Acesso em: 6 set. 2015.
BRASIL. Ministério da Educação. Plano Nacional de Educação. Lei n. 13.005/14. Brasília, DF: Congresso Nacional, 2014. Disponível em: <http://www2.planalto.gov.br/>. Acesso em: 29 maio 2016.
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. OCDE PISA 2015. Programa Internacional de Avaliação de Estudantes Matriz de Avaliação de Ciências. 2015. p. 12. Disponível em: <http://download.inep.gov.br/acoes_internacionais/pisa/marcos_ referenciais/2015/matriz_de_ciencias_PISA_2015.pdf>. Acesso em: 1 jul. 2016.
CACHAPUZ, A. et al. Do estado da arte da pesquisa em educação em ciências: linhas de pesquisa e o caso “ciência-tecnologia-sociedade”. Alexandria: Revista de Educação em Ciência e Tecnologia, Florianópolis, v. 1, n. 1, p. 27-49, 2008.
CARVALHO, A. M. P.; TINOCO, S. C. O ensino de Ciências como ‘enculturação’. In: CATANI, D. B.; VICENTINI, P. P. (Org.). Formação e autoformação: saberes e práticas nas experiências dos professores. São Paulo: Escrituras, 2006.
CHASSOT, A. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. Ijuí: Editora da Unijuí, 2000.
CHASSOT, A. Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 22, p. 89-100, jan./abr. 2003. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-24782003000100009
CHOMSKY, N. O lucro ou as pessoas?. Tradução de Pedro Jorgesen Jr. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
FOUCAULT, M. Nascimento da biopolítica. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
FOUREZ, G. Alphabétisation scientifique et technique: essai sur les finalités de l’enseignement des sciences. Bruxelas: DeBoeck-Wesmael, 1994.
FOUREZ, G. Science teaching and the STL movement: a socio-historical view. In: JENKINS, Edgar (Ed.). Innovations in science and technology education. Paris: Unesco, 1997. v. VI.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008.
FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. 14. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.
FREIRE, P.; MACEDO, D. Alfabetização: leitura do mundo, leitura da palavra. 6. ed. Tradução de Lólio Lourenço de Oliveira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013. DOI: https://doi.org/10.31512/rch.v6i7.268
FREITAS, L. C. Responsabilização, meritocracia e privatização: conseguiremos escapar ao neotecnicismo? In: SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO BRASILEIRA, 3.; SIMPÓSIO PNE: DIRETRIZES PARA AVALIAÇÃO E REGULAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL, 2011, Campinas. Anais... Campinas, SP: Centro de Estudos Educação e Sociedade, 2011.
FREITAS, L. C. Os reformadores empresariais da educação. Educação e Sociedade, Campinas, SP, v. 35, n. 129, p. 1085-1114, out./dez. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/ES0101-73302014143817
HURD, P. D. Scientific literacy: new minds for a changing world. Science Education, Hoboken, v. 82, n. 3, p. 407-416, 1998. DOI: https://doi.org/10.1002/(SICI)1098-237X(199806)82:3<407::AID-SCE6>3.0.CO;2-G
LÓPEZ-RUIZ, O. J. O consumo como investimento: a teoria do capital humano e o capital humano como ethos. Mediações: Revista de Ciências Sociais, Londrina, v. 14, n. 2, p. 217-230, jul./dez. 2009. DOI: https://doi.org/10.5433/2176-6665.2009v14n2p217
LORENZETTI, L.; DELIZOICOV, D. Alfabetização científi no contexto das séries iniciais. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, v. 3, n. 1, p. 37-50, 2001. DOI: https://doi.org/10.1590/1983-21172001030104
MAMEDE, M.; ZIMMERMANN. E. Letramento científico e CTS na formação de professores para o ensino de Ciências. Enseñanza de las Ciencias, Barcelona, Número Extra, 2005. VII Congreso.
MORIN, Edgar. Meus demônios. Tradução de Leneide Duarte e Clarisse Meireles. 4. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Russel, 2003.
MORTIMER, E. F.; MACHADO, A. H. A linguagem em uma aula de Ciências. Presença Pedagógica, Belo Horizonte, v. 2, n. 11, p. 49-57, 1996.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA. A Ciência para o Século XXI: uma nova visão e uma base de ação. Budapeste; Santo Domingo; Brasília, DF: Unesco, 2005. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ue000207.pdf.>. Acesso em: 10 jul. 2015.
ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. Classifying educational programmes: Manual for ISCED-97 implementation in OECD countries. Paris: OECD, 1999.
ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. Measuring student knowledge and skills: The PISA 2000 assessment of reading, mathematical and scientifi literacy. Paris: OECD, 2000.
ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. The PISA 2003 Assessment framework: Mathematics, reading, science and problem solving knowledge and skills. Paris: OECD, 2003.
ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. PISA 2015: programa Internacional de Avaliação de Estudantes. Matriz de Avaliação de Ciências. Tradução de Lenice Medeiros. Brasília, DF: OECD; Inep, 2015. Resumo do Documento: PISA 2015 Science Framework (2013).
PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO. Relatório do Desenvolvimento Humano Brasil 1996. Brasília, DF: Pnud, 1996. 186 p. Disponível em: <http://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home/library/ rdhs-brasil/relatorio-do-desenvolvimento-humano-200014.html>. Acesso em: 2 jun. 2016.
ROBERTS, D. A. Scientifc literacy/science literacy. In: ABELL, S. K.; LEDERMAN, N. G. (Ed.). Handbook of research on science education. Londres: Lawrence Erbaum Associates, 2007. p. 729-780.
SANTOS, W. L. P. Educação científica na perspectiva de letramento como prática social: funções, princípios e desafios. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 12, n. 36, p. 474-492, set./dez. 2007. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-24782007000300007
SANTOS, W. L. P. Educação científica humanística em uma perspectiva freireana: resgatando a função do ensino de CTS. Alexandria: Revista de Educação em Ciência e Tecnologia, Florianópolis, v. 1, n. 1, p. 109-131, mar. 2008.
SANTOS, W. L. P.; MORTIMER, E. F. Tomada de decisão para ação social responsável no ensino de ciências. Ciência & Educação, Bauru, SP, v. 7, n. 1, p. 95-111, 2001. DOI: https://doi.org/10.1590/S1516-73132001000100007
SASSERON, L. H. Alfabetização científica, ensino por investigação e argumentação: relações entre ciências da natureza e escola. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, Belo Horizonte, v. 17, número especial, p. 49-67, nov. 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/1983-2117201517s04
SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. de. Alfabetização científica: uma revisão bibliográfica. Revista de Investigações em Ensino de Ciências, Porto Alegre, v. 16, n. 1, p. 59-77, mar. 2011.
SCHULTZ, T. W. O capital humano: investimento em educação e pesquisa. Rio de Janeiro: Zahar, 1973.
SILVA, M. A.; PEREIRA, R. S. A educação fotografada pelo PISA e difundida pela OCDE. In: CUNHA, C.; SOUSA, J. V. de; SILVA, M. A. (Org.). Internacionalização da educação: discursos, práticas e reflexos sobre as políticas educativas. Belo Horizonte: Fino Traço, 2016.
SOARES, M. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 25, p. 5-17, jan./abr. 2004. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-24782004000100002
SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. 4. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
SUISSO, C.; GALIETA, T. Relações entre leitura, escrita e alfabetização/ letramento científico: um levantamento bibliográfico em periódicos nacionais da área de ensino de ciências. Ciência & Educação, Bauru, SP, v. 21, n. 4, p. 991-1009, 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/1516-731320150040013
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2017 Andrea Mara Vieira

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
a. Authors retain the copyright and grant the journal the right to first publication.
b. All works are licensed under the Creative Commons Attribution License, which allows the sharing of the paper with acknowledgment of authorship.
Until 2024, Estudos em Avaliação Educacional adopted the Creative Commons Attribution-NonCommercial (CC BY-NC) license for its publications. For texts published from 2025 onwards, the journal will adopt the Creative Commons Attribution (CC BY) license, in line with the principles of Open Science.





